segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ainda sobre o projeto do Sítio do Pica-pau Amarelo...

O projeto do Sítio do Pica-pau Amarelo rendeu frutos... Os corredores e os espaços de interação da escola narram, através de produções infantis disponíveis nestes espaços, o modo como a proposta foi ganhando vida e habitando o cotidiano das turmas.

A maneira como as crianças envolvidas no projeto se relacionarão com o Sítio, certamente, será permeada por memórias afetivas envolvendo a escola e o que lá foi vivido!

No dia do encerramento do projeto, alguns personagens do Sítio foram à escola, como registrado no post anterior, porém o Tio Barnabé, que fora anteriormente, não conseguiu estar presente. No entanto, enviou uma carta, lida pela professora Carmen Sanches para as crianças:

"Sítio do Pica-Pau Amarelo, 27 de agosto de 2014.

                Queridas crianças da Educação do ISERJ! Tudo bom? Se lembram de mim?
            Estou escrevendo essa carta para vocês porque hoje eu queria estar aí, comemorando e encontrando com todo mundo. Emília estava muito animada que a gente ia junto, mas, como vocês sabem, eu já sou mais velho e, quando a idade vai chegando, a gente não tem mais tanta saúde como vocês crianças.
            Estou com uma danada de uma sinusite. Sabem o que é? É uma alergia que dá dor na cabeça! E também estou com resfriado! Velho com resfriado tosse demais, aí não pude ir vê-los hoje! Será que essa minha doença é trabalho da catimbozeira da Cuca?
            Se ela estiver aí, perguntem a ela, por favor! E se for trabalho dela, peçam para ela desfazer o catimbó que eu prometo que não falo mais mal dela quando for aí!
            Ah, estou com saudades!
            Se vocês também estiverem com saudade e quiserem que eu vá aí na escola, me mandem uma cartinha convidando, porque não sou um velho enxerido que chega sem ser convidado!

            Beijos, crianças! Inté mais ver!"

Com a carta, o convite a que o projeto siga produzindo movimentos outros no cotidiano da escola, provocando a pensar possibilidades outras de trabalhar com a leitura e a escrita, com elas relacionando-se de outros modos, repletos de sentido...

Projeto Sítio do Pica-Pau Amarelo

           Este projeto surgiu como forma de inserção do folclore brasileiro e da literatura de Monteiro Lobato nas atividades das crianças de uma turma do infantil IV do ISERJ, já que era a turma que as três bolsistas atuavam em dias diferentes da semana. Logo, com este projeto vimos a chance de nos participarmos mais ativamente do cotidiano e do processo de ensino- aprendizagem da turma.
           O projeto foi realizado ao longo dois meses, e a cada semana íamos trabalhando com o que o autor Wanderley Geraldi nos chama de aula acontecimento. Assim, fomos vendo junto com as crianças, características de dois personagens que vivem no sitio por vez, através de vídeos, imagens e atividades lúdicas para eles ampliarem seus conhecimentos prévios sobre o Sítio e se aproximarem do mundo encantado das histórias de Lobato, de modo que podemos observar o interesse e curiosidade dos pequenos.
            Ao final, percebemos que o projeto envolveu não apenas a turma para qual ele foi destinado, mas a escola inteira já tinha embarcado nas histórias mágicas do senhor Lobato e companhia. Foi maravilhoso observar as crianças dos dois turnos da instituição envolvidas com cada proposta das professoras, com a caça ao Saci, a experiência do Visconde, com os “causos” do Tio Barnabé, da visita da boneca Emília e da Cuca e com as histórias que Dona Benta lhes contou no último dia do projeto, entre tantas outras aventuras que a escola viveu durante este período, ou melhor, continuarão vivendo, pois temos a certeza de que o projeto elaborado por nós acabou, mas os personagens do Sitio do Pica-Pau Amarelo continuarão presentes por muito tempo na imaginação de cada criança do Instituto.
Para as crianças quem mora no Sítio

Admiração

Emília e Cuca

Processo de criação da Emília


Boneca Emília e Pibidianas

Boneca Emília

Borboletas para Narizinho

Reino das Águas Claras


Café da manhã de Dona Benta
Visita do Tio Barnabé


Desenho Emília
Tia Nastácia conta suas histórias
 

Cartas de presente para Cuca


Processo de fazer a Cuca

A Cuca segundo as crianças do ISERJ

Caça ao Saci


Experiência do Visconde

Cuca, Dona Benta e Emília

Cuca, Dona Benta, Emília e Pibidiana

Histórias de Dona Benta no encerramento do projeto


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Era uma vez... O PIBID

Era uma vez o desejo de uma escola outra, o inconformismo com currículos prescritos desde a lógica do adulto, a indignação diante do silenciamento das crianças...

Era uma vez a utopia de uma escola como experiência, a aposta num currículo tecido com as crianças, a escuta de suas falas, curiosidades, desejos...

Era uma vez a crença na escola pública, o compromisso com uma educação que potencialize e amplie os saberes dos sujeitos, a tessitura de uma relação pedagógica pautada na horizontalidade...

Era uma vez um projeto que nasce prenhe do desejo de fazer escola na escola, de pensar possibilidades outras, de criar o ainda não experimentado. Um projeto que se encontra com outro projeto igualmente prenhe do desejo de mudança. E com ele se faz fabulação...

Era uma vez uma escola aberta, um projeto aberto, pessoas abertas, crianças abertas... era uma vez aberturas: a pensar diferente, a fazer diferente, a viver diferente...

Era uma vez, portanto, a escrita de uma história que começa a se inscrever no cotidiano da Educação Infantil do ISERJ, plasmada com muitas cores e sabores que seus praticantes vão tecendo, criando... História que vai ganhando fios, espichando-se, entretecendo-se ao PIBID...

Era uma vez uma experiência que começa... Aonde nos levará, entretanto, não sabemos...